Qual o impacto do e-commerce na logística?

impacto do e-commerce na logística

Devido ao contexto atual, o comércio online veio para ficar. Porém, analisar o impacto do e-commerce na logística e superar os novos desafios é sem dúvida uma tarefa árdua que exige a atenção ao pormenor e a consideração de alguns aspetos que importa realçar.

1. Estrutura interna

O número de compras online aumentou, mas o cumprimento das normas de segurança tais como o distanciamento social entre funcionários nos armazéns obrigou as empresas de logística a ajustar o seu funcionamento interno. 

Por sua vez, a transformação de marcas anteriormente dedicadas ao comércio tradicional para o espaço online bem como o envio de encomendas para o interior do país são algumas das mudanças que vieram alterar o volume de trabalho em determinados setores.

Este contexto veio exigir a realocação de funcionários e alertar para a possível necessidade de contratar mais colaboradores como motoristas, gestores de controlo de qualidade e de tráfego e outras profissões semelhantes que conduzam à otimização de todas as etapas da cadeia de abastecimento. 

A integração de especialistas com outro tipo de competências técnicas, nomeadamente a nível de análise e interpretação de dados também é uma realidade a ponderar, de forma a monitorizar e a reagir da melhor maneira ao impacto do e-commerce na logística. 

Em simultâneo, a colaboração mútua entre parceiros poderá igualmente contribuir para um melhor ajuste da estrutura interna da empresa.

2. Investimento tecnológico

A automatização, a Internet das Coisas (IdC) e a utilização de drones em armazéns são algumas das inúmeras inovações tecnológicas previstas para o setor logístico. Na verdade, a utilização de drones enquanto veículos de transporte de carga é uma realidade que se aproxima a passos rápidos com a realização de simulações em cidades como Santiago de Compostela

Todas estas soluções tecnológicas são essenciais para o sucesso do e-commerce, uma vez que o consumidor atual prioriza a rapidez. Segundo um estudo da Deloitte, 51% das empresas disponibilizam online a quantidade de stock disponível nas suas lojas, permitindo a distribuição ou recolha da encomenda poucos minutos depois de ser feito o pedido. 

Esta realidade demonstra a já existente vontade das empresas de cumprir com as atuais exigências, quer em termos da relação B2C mas também B2B. Como tal, é necessário ponderar investimentos a nível de análise de dados em tempo real e interpretação de padrões de consumo de forma a melhorar as capacidades de previsão e resposta. 

Não obstante, importa realçar que este investimento tecnológico pode implicar outros custos e procedimentos em termos de cibersegurança e proteção de dados. 

3. Last-mile

De acordo com o estudo acima mencionado, em média, os operadores portugueses demoram 3,5 dias a entregar os produtos adquiridos online.

Melhorar estes valores sem descurar da qualidade do serviço requer soluções como a otimização do percurso entre a saída da encomenda do centro de distribuição até chegar ao consumidor. Uma das tendências atuais para simplificar este processo é a criação de diferentes formas de entrega de encomendas, desde a receção em casa à recolha em loja, num cacifo ou num ponto de recolha previamente designado.

No entanto, existem outros obstáculos constantes tais como o tráfego nas cidades, a delimitação de zonas de cargas e descargas, e até o aumento de encomendas para o interior do país. 

Para solucionar estes problemas, as empresas de logística terão de equacionar a melhor forma de estar mais perto dos parceiros comerciais e consumidores. Uma das hipóteses prende-se com o aumento de centros de distribuição localizados em pontos estratégicos pelo país ou da adoção de diferentes formas de mobilidade dentro das cidades para assegurar a rapidez e a qualidade do serviço.

4. Experiência de consumo

Segundo o CTT e-Commerce Report 2020, três dos principais motivos dos consumidores para comprar online foram a maior facilidade de compra (em relação às lojas físicas), preços mais baixos e a conveniência de comprar a qualquer hora. 

De facto, cada vez mais o cliente final procura um atendimento 24/7, personalizado e mais rápido, uma maior redução de custos e a atenção a questões como um packaging sustentável. 

Uma das formas de satisfazer os desejos do consumidor é melhorar o serviço de atendimento através de uma estratégia omnicanal, da partilha de conteúdos relevantes e do acompanhamento ao longo do processo de compra, em especial no pós-venda para garantir devoluções sem complicações.

Conversar com o consumidor sobre alternativas a produtos esgotados, informar sobre eventuais atrasos, providenciar opções de tracking e usar corretamente os equipamentos de proteção individual durante a entrega também ajudam a criar uma experiência de consumo positiva.

Apesar do aumento de encomendas online exigir uma maior necessidade de adaptação da cadeia de abastecimento, reagir ao impacto do e-commerce na logística com empenho e dedicação é sem dúvida uma das melhores formas de dinamizar a competitividade do país através da subcontratação logística.

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Referências bibliográficas:
CTT, CTT e-Commerce Report 2020,  2020. Acedido em 3 de fevereiro de 2021.
Deloitte, Experiência de compra online e de operações last Mile, 2020. Acedido em 3 de fevereiro de 2021.
Logística e Transportes Hoje, Requalificação de talento será crucial nos próximos anos, 2020. Acedido em 3 de fevereiro de 2021.
Logística e Transportes Hoje, Revista nº150, 2021. Acedido em 3 de fevereiro de 2021.
Supply Chain Game Changer, 3 Key Trends in E-Commerce Logistics, 2020. Acedido em 3 de fevereiro de 2021.

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